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Projeto Caravana da Proteção é tema de palestra do XXI Congresso Brasileiro de Direito Notarial e de Registro

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Campanha desenvolvida pelas entidades do Estado de São Paulo será estendida para todo o território nacional com o apoio da Anoreg/BR

Aracaju (SE) – O segundo dia do XXI Congresso Brasileiro de Direito Notarial e de Registro teve início na manhã desta quinta-feira (27/11) com um painel sobre o Projeto Nacional Caravana da Proteção – iniciativa desenvolvida através de uma parceria entre a Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg/SP), o Sindicato dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Sinoreg/SP), o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção São Paulo (IEPTB/SP), a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP), a Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp) e o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP).

A presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg/BR), Giselle Barros, abriu a plenária explicando o intuito do projeto e como a iniciativa começou no Estado.

“O desconhecimento é a palavra-chave não só para os ataques que sofremos diariamente do poder público, imprensa e sociedade, como também para a imagem negativa que nossa atividade possui. Nossos serviços garantem a segurança de todas as relações jurídicas dos cidadãos, desde o seu nascimento. Os cartórios estão ao lado da sociedade e dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário participando ativamente de todos os processos de modernização, desenvolvimento, desjudicialização e desburocratização pelos quais o Brasil passa e já passou. Mesmo assim, constantemente os serviços dos notários e registradores são colocados em xeque. E isso precisa mudar! Por isso estamos aqui reunidos hoje, num esforço conjunto e inédito: para mudar a nossa imagem e levar para a população a nossa verdade”, afirmou ela.

Na sequência, o chairman da Lew Lara /TBWA, Luís Lara, falou sobre a imagem que os cartórios têm junto a sociedade. Segundo ele, apesar de uma Pesquisa Datafolha de 2015 revelar que para 88% dos entrevistados os cartórios são a instituição mais confiável do Brasil, a sociedade ainda acredita que os serviços são lentos, burocráticos e caros.

“Uma pesquisa realizada pela To Be Good também mostra que 66,4% das pessoas utilizam os cartórios para se sentirem seguras e protegidas. No então, há diversos fatores que tornam a imagem dos cartórios tão ruim assim para a população, como o fato da instituição datar do período colonial onde o rei distribuía os cartórios entre poucos privilegiados, a ideia de que os cartórios ainda são hereditários e a falta de conhecimento como um todo”, explicou ele.

O publicitário ainda destacou que a sociedade desconhece as ações positivas desenvolvidas por meio dos serviços extrajudiciais, como a erradicação do subregistro. Segundo ele, todo este desconhecimento só existe porque não há comunicação para informar, de forma clara, os inúmeros benefícios que a atividade promove no país diariamente.

“É preciso encontrar uma verdade que mostre os benefícios que a atividade cartorial promove. O “eu-coletivo” precisa tomar ciência da contribuição que os cartórios dão para a segurança jurídica do país. Uma verdade que posiciona a atividade dos notários e registradores. Que cria valor para esta classe e atividade. E que mostre para a população que os notários e registradores são seus parceiros. A verdade da proteção”, afirmou ele. 

Para dar continuidade a apresentação, Luiz Lara passou a palavra para o publicitário da To Be Good, Pedro Henrique Gomes, que explicou o porquê da escolha da palavra proteção na campanha. Segundo ele, assim como na vida, as pessoas vão aos cartórios em busca de proteção.

“A proteção dada pelos cartórios é maior que todos os “defeitos” atribuídos à instituição. É a proteção que garante os acordos firmados, que chancela a compra e venda de bens, que assegura a propriedade privada, que atesta a identidade do cidadão e que garante o indivíduo em todos os seus atos. E foi com base neste conceito que desenvolvemos o nosso trabalho. Porque essa é uma verdade que fala diretamente com o nosso consumidor e que ninguém abre mão”, explicou ele. 

Campanha

 Na sequência do painel, a executiva e CSO da To Be Good, Ester Krivkin, apresentou a implementação da campanha “Cartórios. Quem protege você” dentro das serventias extrajudiciais do Estado de São Paulo. O treinamento percorreu mais de 2 mil quilômetros em todo o Estado, passando pelas cidades de São Paulo, Santos, São José do Rio Preto, Marília, Campinas, Ribeirão Preto e São José dos Campos. Contando com a presença de mais 1570 participantes.

“O que nós percebemos ao longo da caravana no Estadão de São Paulo é que o evento foi ganhando força. Os treinamentos foram ganhando cada vez mais inscritos. Aparecia o cartório inteiro para participar. E é necessário mostrar para os colaboradores das serventias a importância desse conceito. É preciso ser mais do que apenas técnico. É preciso ter empatia com cliente. Nós conseguimos plantar essa semente nos cartórios de São Paulo e esperamos que esse lançamento em âmbito nacional tenha reflexos positivos em todo o país”, afirmou ela.

Minuto Cartório

Além de apresentar as ações que já foram desenvolvidas dentro do Projeto Caravana da Proteção, o Painel também contou com uma breve apresentação sobre os próximos passos da iniciativa.

Segundo o, Pedro Lara, publicitário da Too Be Good, na próxima terça-feira (03/12) começa a ser veiculado na rádio Jovem Pan, o boletim Minuto Cartório. “Este é o momento em passamos a dialogar com a população. Nesta primeira leva, trataremos de seis temas: a apresentação dos serviços extrajudiciais, a importância dos cartórios na desburocratização de processos, a desmistificação de que as serventias são hereditárias, o contexto histórico de que os cartórios não existem apenas no Brasil, a importância do setor para a cidadania, além de esclarecer os repasses que as serventias realizam para órgãos públicos”, explicou ele.

Pedro ainda apresentou o novo site da Campanha: www.protegevoce.com.br, onde o cidadão poderá esclarecer outras dúvidas sobre a classe como, por exemplo, a diferença de cada uma das naturezas e quais informações são fake ou fato com relação aos serviços extrajudiciais. Para 2020, também já está previsto a realização de campanhas no Jornal Estado de São Paulo e nos sites dos principais meios de comunicação do país.

Treinamento

Para fechar o painel Projeto Nacional Caravana da Proteção, a psicóloga e consultora de pessoas, Pamella Kazantzis; e a diretora da MK5, Márcia Oller, realizaram um treinamento com notários e registradores presentes.

Kazantzis apresentou a palestra Cultura Organizacional e Reputação, em que explicou a importância da cultura para geração de comportamento e consequentemente na geração de bons resultados. “Cultura é o que nos une. É um modo de vida. O que a gente faz todo dia e está incorporado em um grupo particular, num determinado tempo. Todo mundo tem cultura. Basta viajarmos pelo Brasil para percebemos as diferenças que existem de culinária, crença, religião, sexo e linguagem. Mas qual a cultura que permeia no seu ambiente de trabalho? É necessário refletir sobre a cultura atual dos cartórios, porque só desta forma será possível mudar o que não está dando certo e reforçar o que está funcionando”, explicou.

A psicóloga também destacou a importância de se criar uma reputação para se blindar de possíveis crises de imagem. Segundo ela, a reputação pode facilitar ou dificultar os negócios. “A reputação é um pré-requisito para dar certo ou dar errado. Qual a história que a gente conta e qual a gente deixa de contar? Quais as histórias que vocês estão contando? Precisamos criar uma boa história, baseada nos valores que os cartórios já possuem e, em seguida, comunicar. A comunicação é a chave do sucesso, se ela não existir, o outro não fica sabendo e você não ganha reputação”, afirmou Kazantzis.

Na sequência, a diretora da MK5, Marcia Oller, falou sobre o tema “Cultura de Atendimento. Entregando a promessa da sua marca”. Em sua apresentação, ela destacou a importância que o bom atendimento tem na avaliação do usuário de qualquer serviço.

“Uma pesquisa apontou que 70% das pessoas abandonam ou saem falando mal de um serviço quando são mal atendidas, 49% porque o atendimento era de baixa qualidade, 30% quando o seu pedido não é solucionado, 21% por falta de atenção, 15% porque mudam para uma solução mais barata ou quando encontram uma solução melhor. Ou seja, o que o cliente mais valoriza é o bom atendimento. Não pode prometer e não entregar. É preciso superar o script. Fazer mais pelo cliente”, afirmou ela.